Candidatos às eleições municipais fazem sua parte, mas falta consciência política aos eleitores
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| De acordo com o Vereador Toninho Paiva, falta união entre os Vereadores da Câmara Municipal Foto: RenatodSousa |
Ano de eleição e mais uma vez o povo brasileiro irá às urnas para a escolha dos cargos municipais (Prefeito, Vice-prefeito e Vereador). O voto é obrigatório aos eleitores entre 18 e 65 anos, sendo necessário justificar a ausência em qualquer seção eleitoral, no dia da eleição. Mesmo com a responsabilidade do voto, são poucos os cidadãos que conhecem as atividades exercidas pelos políticos.
O Vereador Toninho Paiva, do PR, compreende a sua importância e o seu papel na sociedade, e concorda que são poucos os eleitores que entendem o trabalho dos políticos. “A função de um vereador é representar o povo, analisar o que está faltando no município, licitar obras e outras benfeitorias para o município, além fiscalizar e julgar as contas do executivo. Mas, realmente, a sociedade não tem a dimensão do nosso trabalho”, completa. Mas Toninho Paiva ainda ressalta a contribuição e o papel dos Vereadores.
Para ele, a construção de uma política cotidiana e uma troca de relações é fundamental para o seu trabalho. “O vereador tem o papel de interface entre as necessidades e dificuldades da população. O povo tem que acreditar nessa representação como uma forma legitima de se sentir ouvida”, conclui. Para os cidadãos que não conseguem mensurar como é o trabalho dos vereadores, fica difícil na hora do voto. A escolha nem sempre é segura.
Para o comerciante Rogério Cardozo, o momento do voto é algo indiferente e para ele tanto faz em qual político vota. “Nunca parei para pesquisar quais foram as coisas boas e ruins que o último Vereador em que votei fez. Pra mim os político são todos iguais, prometem e não fazem nada”. O Farmacêutico José Antunes partilha da mesma ideia, mas para ele, nessa atual eleição e nas próximas, sua visão em relação aos políticos irá mudar. “Já fui dessas pessoas que votava nos candidatos só de olhar para os panfletinhos quando os recebia na rua no dia da eleição. Hoje me tornei um cidadão mais consciente em relação ao voto, e aprendi a fiscalizar melhor os políticos”, diz.

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